01. Pra fazê inconomia-v1-cap01-anexo 03-m01

1. Pra fazê inconomia (1939), embolada. Autor: Renê Bittencourt • Intérprete: Manezinho Araújo • Gravadora: Odeon


Aperta o nó, iaiá, da carestia,

Aperta tudo pra fazê inconomia (bis)

Muié da moda sai pior que a encomenda

Com dois metros de fazenda,

Faz vestido pra chuchu

Nesse andamento de fazê inconomia

Qualquer noite, qualquer dia,

A gente tem que andar nu

( Meu Deus do céu ...)

Aperta o nó...

O meu cumpade que foi feito na caverna

Ficou sem as duas perna

Num disastre da Centrá

E o danado está contente com esse fato

Pois não compra mais sapato

Não tem mais com que gastar

(que miserável ...)

Aperta o nó...

Andam dizendo por aí que meu cumpade

Está estudando pra ser padre

Pra cabeça aproveitar.

Mas quando ele seu primeiro exame feiz

Levou pau dezoito veis, ai,

Numa conta de somar

(que bicho burro ...)

Aperta o nó...

Há muito moço que bancando os figurão

Enche os ombros de algodão

E vão para rua se mostrar

Procuram um banho quando estão muito sebento

Tiram a roupa e os enchimento

Quedê corpo pra lavar

(que esqueleto!)

Aperta o nó...

Eu já parei é de fazer tanto exercício

Quase fui para o hospício

E meu peito não cresceu

A minha sogra que é gorducha esborrachada

Não faz força, não faz nada

Tem mais peito do que eu.

(meu Deus do céu!)

Aperta o nó...