18.Volta à pátria o imperador-v1-cap01-m18

18. Volta à pátria o imperador (1913), canção. Autor e intérprete: Eduardo das Neves • Gravadora: Odeon




Lá no parlamento

Ainda teve hora

Com o assentimento

Deste povo que adora

De vir para o Brasil

Sagrado penhor

Os restos mortais

Do nosso velho imperador

Embora República,

Meu Brasil amado

Não pode olvidar

De seu antepassado

Da pátria querida

O filho oriundo

Desse amor que grita

Dom Pedro II

Deportado um dia

Para o estrangeiro

Deixou a saudade

No Brasil inteiro

Pois habita agora

Na eternidade

A pobreza chora

Sua caridade

Deixou a coroa

Mas sempre altaneiro

Foi para Lisboa

Como brasileiro

Com sua família

Junto ao coração

Foi bem acolhido

No país irmão

Agora o Congresso

Em questões legais

Decreta o regresso

Dos restos mortais

Abre o seio a pátria

Com saudade de ter

A santa relíquia

De seu velho imperador

Fala:

Embora República, o Brasil agora abre o seu seio para receber os restos mortais do filho amado e deportado um dia, deixou plantada no coração dos brasileiros para século seculorum amém a saudade eterna do seu filho, do filho oriundo, do filho do coração dos brasileiros.