43.História de um palhaço-v1-cap05-m43

43. “História de um palhaço” (1953), moda de viola.

Autor: Alvarenga. Intérpretes: Alvarenga e Ranchinho. Gravadora: Odeon.

Tendo o sordado perdido a parada

Pegou logo na pena e escreveu para o anspeçada

O anspeçada, que é homem do diabo,

Pegou logo na pena e escreveu para o seu cabo

O seu cabo que é homem do momento

Pegou logo na pena e escreveu para o sargento

O sargento, que é homem renitente

Pegou logo na pena e escreveu para o Tenente

O tenente, que é homem valentão

Pegou logo na pena e escreveu pro capitão

O capitão do Estado-Maior

Pegou logo na pena e escreveu para o major

O major, que é amargo como fer

Pegou logo na pena e escreveu pro coroner

O coroner, que é homem geniar

Pegou logo na pena e escreveu pro generar

O generar, que é homem sem iguar

Pegou logo na pena e escreveu pro marechar

O marechar, que não gosta de embrulho

Pegou logo na pena e escreveu para o Getúlio

O Getúlio que é homem ativo

Pegou na papelada e mandou para o arquivo.

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(1) Na versão de Eduardo das Neves, a letra é a seguinte: “O soldado que perdeu sua parada / Pegou na pena e escreveu ao anspeçada / E o anspeçada, como homem do diabo / Pegou na pena e escreveu para o cabo / E o cabo pegou logo no papel / Pegou também a pena e escreveu ao furriel / O furriel, como homem de momento / Pegou na pena e escreveu para o sargento / E o sargento que não quer saber de nada / Pegou também na pena e escreveu para o brigada / Diz o brigada seja tudo como queres / Pegou na pena e escreveu ao seu alferes / O senhor alferes no mesmo repente / Pegou na pena e escreveu para o tenente / E o tenente, para honrar o seu galão / Pegou na pena e escreveu ao capitão / E o capitão no estado maior / Pegou na pena e escreveu para o major / E o major como estava no quartel / Pegou na pena e escreveu ao coronel / E o coronel como homem de valor / Pegou na pena e escreveu ao imperador / E o imperador lá do trono, no entanto / Pegou na pena e escreveu ao pai de santo / Pai de santo quis logo dar cabo / Pegou na pena e escreveu para o diabo / O diabo que é melhor que (...........) / Pegou na pena e escreveu para a sogra / A sogra quis logo dar cabo / Se embrulhou-se com o diabo / E o diabo não quis a função / Pegou em tudo e meteu num caldeirão / Mexeu bem mexido e comeu com pirão”.