Tinhorão

"...o livro de Franklin Martins se revela não apenas “obra para ser lida e escutada” — como modestamente propõe o próprio autor em sua “Introdução geral” —, mas como obra tão original que, nela, a História não apenas se revela, mas se faz ouvir, no mais genuíno sentido da palavra".

Jairo Severiano

"Costumes, modismos, acontecimentos de impacto popular e principalmente fatos e personalidades da cena política foram cantados pelos brasileiros em cem anos de República, de 1902 a 2002. Sobre tal período, Franklin Martins, um apaixonado pelo tema, realizou um monumental trabalho de levantamento, análise e ordenação de centenas de composições, que resultou na obra em três volumes intitulada "Quem foi que inventou o Brasil".

Nirez

"Este trabalho de Franklin Martins é um verdadeiro manancial de informações e também um endereçamento de muitas peças musicais que não sabíamos nem por que nem a quem eram dirigidas. Após a leitura de seu trabalho, essas dúvidas ficam esclarecidas. Este compêndio é uma verdadeira enciclopédia histórico-musical imprescindível em qualquer biblioteca".

O que dizem

Elio Gaspari

“Estão chegando às livrarias dois volumes de “Quem foi que inventou o Brasil? — A música popular conta a História da República”, do jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Comunicação Social de Lula. Com 1.100 páginas e mais de dois quilos de peso, são um verdadeiro tesouro. Franklin Martins é um pesquisador obsessivo da música popular e dos detalhes da política nacional. Trabalhou 15 anos no projeto e fez dois livros excepcionais por quatro motivos: coletou as letras de 784 canções, acrescentou a cada uma comentários de fina percepção e ilustrou-os com mais de 600 fotografias e reproduções. Se isso fosse pouco, rompeu a limitação imposta pelo papel impresso, colocando todas as gravações no site dedicado à obra. Falar de músicas só com palavras deixou de ser uma trava e virou um prazer: o leitor ganhou acesso a um arquivo sonoro com cerca de 40 horas de música”.

Carlos Eduardo Lins da Silva

“Trata-se de um trabalho notável, desenvolvido ao longo de 18 anos, sem dedicação exclusiva (claro, como boa parte da pesquisa feita no Brasil) e, sem dúvida, movido a paixão. O autor compilou mais de 1.100 canções e selecionou mais de 700, as quais têm suas letras reproduzidas no livro com breve comentário informativo do autor sobre cada uma e uma nota técnica. O resultado é uma verdadeira história da República cantada pela música popular. Algumas das canções são bastante conhecidas. Mas, diversas, em especial as do início do século passado são preciosidades que o público já havia esquecido há décadas”.

Ricardo Cravo Albin

"O título do programa da Era do Rádio “Incrível! Fantástico! Extraordinário!”, apresentado por Almirante, pode mimosear esta obra. Até porque o Almirante se celebrizou como pesquisador da MPB. Franklin Martins segue-lhe a trilha, e até nomeia seu trabalho com o verso inicial da marchinha “História do Brasil”, também levada ao disco por ele nos anos 30. A historiografia da MPB possivelmente nunca se terá deparado com obra de tamanho fôlego". 

Ricardo Cravo Albin

"No segundo livro da trilogia, cujas causas, efeitos, contradições e épocas vivi intensamente, encantou-me a severidade canônica das observações, ano a ano, música à música. Minuciosa e amorosamente, Franklin embala as composições do período mais contundente em que a censura abatia, sem dó, os respingos de ar fresco.  Forjou uma originalidade: a primeira antologia que descreve a visceralidade do embate entre liberdade e censura, entre luz e trevas".

João Máximo

"O período mais rico em termos de crônica político-musical no Brasil foi justamente aquele em que mais se tentou calar o poeta e suas canções, tão bem documentado no capítulo “Ditadura e resistência” do livro "Quem foi que inventou o Brasil?". Nele, mais do que armar-se de música e letra para combater o regime, os artistas da música popular “... tomaram partido, fizeram críticas, prestaram solidariedade, choraram os mortos, perguntaram pelos desaparecidos, denunciaram farsas, desafiaram as autoridades, semearam esperanças”. Se o humor já não lhes era possível, valeram-se eles do que mais faltava aos que o censuravam: inteligência e sensibilidade. Usaram e abusaram das metáforas, diz o autor. Abençoadas metáforas, dizemos nós”.

Luís Nassif

“É um acervo fantástico que permite ouvir as gravações históricas de Baiano, Pepa Delgado, Eduardo das Neves, pai de Cândido das Neves, Mário Pinheiro, Cadete. Inclusive acompanhar a passagem das gravações mecânicas para as elétricas. Franklin passeia por todos os gêneros, dos maxixes e marchinhas e às modas de viola. Ao contextualizar cada música no respectivo episódio histórico, o trabalho permite uma visão única sobre a maneira como os fatos políticos chegavam na opinião pública através dos cantadores”.