61.Grande esperança-v1-cap06-m61

61. “Grande esperança” (1964), rasqueado.

Autores: Goiá e Francisco Lázaro. Intérpretes: Zilo e Zalo. Gravadora: Sertanejo / Chantecler

A classe roceira e a classe operária

Ansiosas espera a reforma agrária  Sabendo que ela dará solução

Para a situação que está precária  Saindo o projeto, no chão brasileiro,

Se cada roceiro plantar sua área  Sei que na miséria ninguém viveria

E a produção já aumentaria  Quinhentos por cento até na pecuária.  Esta grande crise que há tempo surgiu

Maltrata o caboclo ferindo em seu brio  Dentro de um país rico e altaneiro

Morre brasileiro de fome ou de frio  Em nossa Manchester rica em imóveis,

Milhões de automóveis já se produziu  Enquanto o coitado do pobre operário

Vive apertado ganhando um salário  Que sobe depois que tudo subiu.  Nosso lavrador que vive do chão

Só tem a metade da sua produção  Porque a semente que ele semeia

Tem que ser a meia com o seu patrão  O nosso roceiro vive num dilema

E o seu problema não tem solução  Porque o ricaço que vive folgado

Acha que o projeto, se for assinado,  Estará ferindo a Constituição.  Mas grande esperança o povo conduz

Pedir a Jesus pela oração  Pra guiar o pobre por onde ele trilha

E para as famílias não faltar o pão  Que Ele não deixe o capitalismo

Levar ao abismo a nossa nação  A desigualdade que existe é tamanha:

Enquanto o ricaço não sabe o que ganha  O pobre do pobre vive de tostão.