55. Non fui ista a inrevoluçó que io sugné (1931-1932), cômico. Autor e intérprete: Juó Bananère • Gravadora: Columbia


Malata, lascia el sole mio proprio e sossegado, vamos a fala da inrevolució: Non fui insta a inrevoluçó que iu sugné. Io pensaba qui aganhada a inrevoluçó a genti butava tutos chiefe dú PRP na ageladêra dú Cambuci i abuxava acqua inzima deli i dava um dirinho di ( )* na gabêza di gada uno a bolizia qui ajudiaba tanto da genti non tenia maise non tenia maise grilo non tenia maise mó (?) no tenia maise sinalo tomático a genti pigava o fordinho, abria o isgapamento i iba fazê o corso no Triângulo i ningué amixia com a genti nê o ( )* nê o inbestigadô cuando vigna a bequena bonita a genti butava us farole inzima della bra ispiá meliore i no tenia grilo nê ningué pra si metê com a genti Inveize, é a messima côisa grilo, sinalo tomático, geladêra, mô i otros animalo feroze Non fui ista a revoluçó qui io sugné io sugné con una inrevoluçó qui a genti abutasse o Waxinto Luigi na vitrina co’u cavagnac di fuore brá gada uno de noise arrancá uno fiuzinho bra í afazê cócega no narize do Giuligno Bréstimo chi ficassi na ôtra vitrina com o narize també di fuore Io esperasse qui i aganhada a inrevoluçó tuttos noise isse sê diputato, senador, vereador, prisidentimo, secretário, ministrimo, etchetra, etchetra Io sugné con una inrevoluçó gú gambio batuta dólar a mile i quinientó gada uno i a lira a un tustó a dúzia una máquina di afazê dinero girando nú Largo da Sé brá genti ir abuscá us aramu cuando quisesse fazê una fezinhanu alefanto con un zero nuove Banquetos popularo cô leitó azado.Pirú co’a farofa, tutú di feijó co’a linguicia i macarone co’a pomarola in goffa in tudas praça prú Zé -Povo amangiare inté aribentá tutto de mesa cara As bomba di gasiolina, inveise di gasiolina tenia un chopps duplo i un vigno griolino prá genti abibê ventis litro cada veise pur conta dú governimo Cual u quê! Nada dissu! Aganhó a inrevoluçó i a genti continua barbieri du messimo jeitigno, araspano as gara dus otro a duzentô a raspada sê toaglia i con sabón de tinta i a trezentô co’a toaglia i o sabonete du guati u gambio, tá no buraco... dinêro, a genti nó vê maise una nota... nê di tchinco comidas... nô tê, leitô... nô tê, pirú... nô tê no tê nada... é sopa só i maise nada chope... io nó si alembro maise si é sólido, si era líquido non fui ista a inrevoluçó qui io sugné Que inrevoluçó maise vagabonda!

54. A canoa afundou (1932), marcha. Autor: Nelson Ferreira • Intérprete: Álvaro de Miranda Ribeiro (Alvinho) • Gravadora: Parlophon


Afunde essa canoa, seu Lima, Vosmicê está de cima, Não solte a cambada à toa (bis) Já faz um ano que a canoa virou Já faz um ano, já faz um ano! E a macacada ainda não voltou Ela tem medo, ela tem medo! Afunde essa canoa, seu Lima, Vosmicê está de cima, Não solte a cambada à toa Atualmente não há mais prestista Tudo brigou, tudo mudou! E aquelezinho de botão vermelho É adesista, é adesista! Afunde essa canoa, seu Lima, Vosmicê está de cima, Não solte a cambada à toa Houve um dinheiro que nunca se viu Foi o cruzeiro, foi o cruzeiro! E hoje em dia o que mais se vê É boateiro, é boateiro!

53. Hino da Legião Mineira (1931), hino. Autores: Osvaldo Santiago e Eduardo Souto • Intérprete: Francisco Alves • Gravadora: Odeon


Por sobre as montanhas verde -azuis O sol abriu um riso de luz E a terra mineira despertou Nessa aurora que em sangue a banhou. Bem longe a poeira que a cobriu Num gesto audaz e se sacudiu E vai marchar, prosseguir Na senda, ideal do porvir Brasil, por Deus! Amor, nasceu! Floriu de outubro a Legião Que há de trazer a nossa redenção Brasil, enfim! Já livre estás! Porém, zelando por ti, Nossa alma, a vibrar, terás De Minas, o povo honrado e bom Da nossa voz ouviu logo o som Juntou com fervor no peito seu A ideia da pátria e de Deus Assim diante desse duplo altar Cheio de fé se foi ajoelhar Nos lábios tendo a oração Que brota do seu coração Brasil, por Deus...