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Acervo/blog

Os milhares de guerrilheiros mentais Que sofreram ou piraram nessas décadas fatais Transformaram-se em faíscas iluminando a vereda Nas longas noites do tempo nas esquinas nacionais

Os milhares de guerrilheiros vocais Que na mansidão do canto nas calçadas e quintais Bloquearam o avanço trágico das forças da reação Vocalizaram pra sempre bem dentro em meu coração

Os milhares de guerrilheiros artísticos Que na criação introspecta contrabalançaram a dor Não faz muito tempo ainda não sentiam esperança E buscavam mais beleza em cada canção de amor

Os milhares de guerrilheiros poetas Censurados e queimados em Fahrenheit 1001 Por todas cartas da Flávia, por nada que foi em vão Pra sempre trarão na mente memórias da escuridão




Arroz deu cacho e o feijão floriô Milho na palha, coração cheio de amor

Povo sem terra fez a guerra por justiça Visto que não tem preguiça este povo de pegar Cabo de foice, também cabo de enxada Pra poder fazer roçado e o Brasil se alimentar

Com sacrifício debaixo da lona preta O inimigo fez careta, mas o povo atravessou Rompeu as cercas que cercam a filosofia De ter paz e harmonia para quem plantar o amor

Arroz deu cacho e o feijão floriô ...

Erguendo a fala, gritando Reforma Agrária Porque a luta não para quando se conquista o chão Fazendo estudo, juntando a companheirada Criando cooperativa pra avançar a produção

Arroz sem cacho e o feijão floriô ...






O Américo bebeu,

Bebeu, bebeu, bebeu

Chegou de madrugada

E a mulher se aborreceu

O dia raiando,

Cadeira voando,

Vassoura cantando

Ficou bombardeado,

Coitado!

Deus salve o Américo!

Deus salve o Américo!

Ficou como as ilhas do Japão

A bomba estourou na sua mão

Deus salve o Américo!

Que o bombardeio não é sopa, não.




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