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Acervo/blog

Podem me prender Podem me bater Podem, até deixar-me sem comer Que eu não mudo de opinião Daqui do morro Eu não saio, não Se não tem água Eu furo um poço Se não tem carne Eu compro um osso E ponho na sopa E deixa andar Fale de mim quem quiser falar Aqui eu não pago aluguel Se eu morrer amanhã, seu doutor Estou pertinho do céu.



Viver alegre hoje é preciso Conserva sempre o teu sorriso Mesmo que a vida esteja feia E que vivas na pinimba Passando a pirão de areia

Gastei o teu dinheiro Mas não tive compaixão Porque tenho a certeza Que ele volta à tua mão E, se ele acaso não voltar, Eu te pago com sorriso E um recibo hás de passar (Nesta questão solução sei dar)

Neste Brasil tão grande Não se deve ser mesquinho Quem ganha na avareza Sempre perde no carinho Não admito ninharia Pois qualquer economia Sempre acaba em porcaria (Minha barriga não está vazia)

Comparo o meu Brasil A uma criança perdulária Que anda sem vintém Mas tem a mãe que é milionária E que jurou, batendo pé, Que iremos à Europa Num aterro de café (Nisto eu sempre tive fé).



Ademar, o povo vive tão sacrificado

Ele dorme, quando acorda já está tudo aumentado

Fui a São Paulo pra me convencer

Das maravilhas que esse homem fez

Mas hoje em dia não se ganha pro cigarro

Nossa esperança é o Ademar de Barros

Vem, Ademar.




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