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Acervo/blog

A mãe da virgem diz que não E o anúncio da televisão Estava escrito no portão E o maestro ergueu o dedo E além da porta Há o porteiro, sim...

E eu digo não E eu digo não ao não Eu digo: É!

Proibido proibir É proibido proibir É proibido proibir É proibido proibir

Me dê um beijo, meu amor Eles estão nos esperando Os automóveis ardem em chamas Derrubar as prateleiras As estantes, as estátuas As vidraças, louças Livros, sim...

E eu digo sim E eu digo não ao não E eu digo: É! Proibido proibir É proibido proibir É proibido proibir É proibido proibir É proibido proibir

(fala) Caí no areal na hora adversa que Deus concede aos seus para o intervalo em que esteja a alma imersa em sonhos, que são Deus. Que importa o areal, a morte, a desventura, se com Deus me guardei. É o que me sonhei, que eterno dura, é esse que regressarei.

Me dê um beijo, meu amor ...




Caminhando e cantando

E seguindo a canção

Somos todos iguais

Braços dados ou não

Nas escolas, nas ruas

Campos, construções

Caminhando e cantando

E seguindo a canção

Vem, vamos embora

Que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora

Não espera acontecer

Pelos campos há fome

Em grandes plantações

Pelas ruas marchando

Indecisos cordões

Ainda fazem da flor

Seu mais forte refrão

E acreditam nas flores

Vencendo o canhão

Vem, vamos embora ...

Há soldados armados

Amados ou não

Quase todos perdidos

De armas na mão

Nos quartéis lhes ensinam

Uma antiga lição

De morrer pela pátria

E viver sem razão

Vem, vamos embora...

Nas escolas, nas ruas

Campos, construções

Somos todos soldados

Armados ou não

Caminhando e cantando

E seguindo a canção

Somos todos iguais

Braços dados ou não

Os amores na mente

As flores no chão

A certeza na frente

A história na mão

Caminhando e cantando

E seguindo a canção

Aprendendo e ensinando

Uma nova lição

Vem, vamos embora ...



Podem dizer que eu não presto

Que não presta o meu cantar

Meu canto não tem protesto

Meu canto é pra alegrar(bis)

Quem tem ódio não canta

E nem quero ouvir cantar

Muita vez a raiva é tanta

Que não pode nem falar

Eu por mim sou diferente

Tenho alegre o coração

Por isso canto contente

Meu canto é de louvação

Podem dizer que eu não presto ...

Desde o tempo de Pilatos

Que Jesus já protestava

Só que ele não cantava

Falava às multidões

Desde lá tem coisa errada

Que é preciso protestar

Mas não na minha toada

Meu canto é pra alegrar

Podem dizer que eu não presto ...




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