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Acervo/blog

Camelô, esse dono da calçada,

Na conversa bem jogada,

Vende a quem não quer comprar.

Se tivesse tido a chance de uma escola,

Muita gente de cartola

Lhe daria seu lugar.

Ele é vesgo, pois a profissão ensina

A ter um olho na esquina

E outro olho no freguês.

Assim de vez em quando ele escapa,

Gozando a cara do rapa,

Que bobeou outra vez....

Aconselho então a muito deputado

Que ganha calado

A escutar o camelô com atenção

O distinto aprenderá a falar de fato

Quando cassarem o mandato

Já tem uma profissão.

Não é? De camelô …




Uns com tanto Outros tantos com algum Mais a maioria sem nenhum

Esta história de falar em só fazer o bem Não convence quando o efeito não vem Porque somente as palavras não dão solução Aos problemas de quem vive em tamanha aflição

Uns com tanto Outros tantos com algum Mais a maioria sem nenhum

Há muita gente neste mundo estendendo a mão Implorando uma migalha de pão Eis um conselho pra quem vive por aí a esbanjar: Dividir para todo mundo melhorar




Olha que a vida tão linda se perde em tristezas assim

Desce o teu rancho cantando essa tua esperança sem fim

Deixa que a tua certeza se faça do povo a canção

Pra que teu povo cantando teu canto ele não seja em vão

Eu vou levando a minha vida enfim

Cantando e canto sim

E não cantava se não fosse assim

Levando pra quem me ouvir

Certezas e esperanças pra trocar

Por dores e tristezas que bem sei

Um dia ainda vão findar

Um dia que vem vindo

E que eu vivo pra cantar

Na avenida girando, estandarte na mão pra anunciar.




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