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Acervo/blog

Moacir, Marcão e Marquinhos,

Mário, Carlos Duque e Carlinhos Armando, Birosca da Conceição, Abre o fole, João Bananeira

Vilma, Aloísio, Pastinha Salve Mônica, a nossa rainha Do bloco e do meu coração

No Vidigal tem uma turminha de bamba Que não esquenta com as ameaças do rei Se vem o mal Toda favela se levanta Seja lá quem for se espanta Se vem tirar chinfra, é de lei

Sua tramoia já sei de cor Só porque tem seu poder Pensa que pode mais que um sofredor Tramar tramou Mas se derrubou Não se brinca com o poder Que o poder do povo é bem maior




Dalvino de Freitas

Presidente da favela aonde tenho o meu barraco

Disse que agora na favela é outro papo

Vamos ter ruas calçadas, água boa de beber

(Pra você ver)

Vamos ter escolas

Isso quer dizer que vamos ter status

Condução na porta, na porta do barraco

Minha nega Luzia não precisa andar a pé

(Qual é que é?)

Que sirva de exemplo

A todas favelas, favelas brasileiras

Arranje um presidente de boas maneiras

Que a vida lá no morro será bem melhor

E em nome da moçada da música

Popular brasileira

Rendo essa homenagem a Dalvino de Freitas

Camarada gente boa dessa ginga brasileira




Toda boca que eu conheço está calada Toda boca que eu conheço está selada Toda boca que eu conheço só me fala

Em laticínios e bombons de chocolate Em laticínios e bombons de chocolate

Toda boca que eu conheço é quase igual E o melhor não é melhor que o Melhoral E o Melhoral não é melhor que o mal

Afinal, eu não posso dizer Que esse grito contido em segredo é uma simples projeção do medo Cada canto que se cante nessa casa Cada berro tropicale-se na hora

É como Alice no curral das maravilhas É como Alice no curral das maravilhas

Toda boca que eu...




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