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Acervo/blog

Se o rei zulu já não pode andar nu

Se o rei zulu já não pode andar nu

Salve a batina do bispo Tutu

Salve a batina do bispo Tutu

Ó Deus do céu da África do Sul

Do céu azul da África do Sul

Tornai vermelho todo sangue azul

Tornai vermelho todo sangue azul

Já que vermelho tem sido

Todo sangue derramado

Todo corpo

Todo irmão chicoteado, yê

Senhor da selva africana

Irmã da selva americana

Nossa selva brasileira de Tupã

Senhor irmão de Tupã fazei

Com que o chicote seja por fimpendurado

Revogai da intolerância a lei

Devolvei o chão a quem no chão

Foi criado

Ó Cristo reibranco de Oxalufã.

ÓCristo rei branco de Oxalufã

Zelai por nossa negra flor pagã

Zelai por nossanegra flor pagã

Sabei que o papajá pediu perdão

Sabei que o papa já pediu perdão

Varrei do mapa toda ingratidão

Varrei do mapa toda ingratidão




- A próxima música que a gente vai tocar chama-se Lágrima do Sul, que a gente fez em homenagem a Winnie Mandela, contra todas essas atrocidades e barbaridades na África do Sul. E contra o racismo. Lá, em todos os lugares, inclusive aqui. Qualquer espécie de racismo.

Reviver

Tudo o que sofreu

Porto de desesperança e lágrima

Dor de solidão

Reza pra teus orixás

Guarda o toque do tambor

Pra saudar tua beleza

Na volta da razão

Pele negra, quente e meiga

Teu corpo e teu suor

Para a dança da alegria

E mil asas pra voar

Que haverão de vir um dia

E que chegue já, não demore não

Hora de humanidade, de acordar

Continente e mais

A canção segue a pedir por ti

África, berço de meus pais,

Ouço a voz de seu lamento

De multidão

Grade e escravidão

A vergonha dia a dia

E o vento do teu sul

É semente de outra história

Que já se repetiu

A aurora que esperamos

E o homem não sentiu

Que o fim dessa maldade

É o gás que gera o caos

É a marca da loucura

E África, em nome de Deus,

Cala a boca desse mundo

E caminha, até nunca mais

A canção segue a torcer por nós




Batalhas e conflitos

Vítimas de sofrimentos

Sou eu, negro bonito

Desabafando meus sentimentos

De geração em geração

Que é discriminado o negão

E hoje somos cultura

Nosso grito de força é a nossa união

Tire, tire o chapéu e levante a mão

Tire, tire o chapéu e levante a mão

Diga não ao apartheid

Liberte Mandela

Nosso grande irmão




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