Ai, Lelé, ai, Lelé
Não me envergonha,
Aqui não ponha mais o pé
Já foi pra Europa o fazendeiro
Que desgraçou o Brasil inteiro
Ai, Lelé ...
Ainda não vi ódio assim igual
Mandar na gente era seu ideal
Ai, Lelé ...
Povo de Minas não faz mais mééé
Para o Senado não vem Lelé.

Nosso dinheiro, o cruzeiro, Vai subindo, Enquanto o câmbio vai caindo, Dando ao povo o que falar.
E a oposição, Que não perde a ocasião, De respeito perde o jeito E diz que a coisa vai quebrar.
Paulista de Macaé, O homem de fato é. E no Palácio das Águias, olé Com o povo ele pôs o pé. (bis) E a Prefeitura, Sinecura desta terra, Contra a qual o povo berra, Faça chuva ou faça sol,
Tem um paulista Pra que assista na cidade Essa grande novidade Que se chama futebol.
Paulista de Macaé...
E na Central Que tanto mal vem nos causando E o povo vai já murchando Direitinho pro Caju.
Se quer a gosto Mais já terão o conforto Pelo ar vou viajar Quando chegar o Jaú.
Paulista de Macaé...
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(1) “Paulista de Macaé / O homem de fato é / E no Palácio das Águias, olé / Com o povo ele pôs o pé / Se a rua piso / Com o sorriso / Democrático / Té me chamam de simpático / E chego a encabular / Isso porque vivo / Tranqüilo e não me aflijo / E em vez de Ilha do Rijo / Busco o seio popular”. Na ilha do Rijo, na Baía de Guanabara, funcionavam instalações da Marinha. Provavelmente, a versão original, cantada em 1926, não fazia referencia ao voo do Jaú, ocorrido em 1927.

Eu já sei porque é
Dinheiro em papé
Já não vale nada
Seu dotô Óxiton
Que é de bom tom
Mudou a parada
Veio agora o cruzeiro
O dinheiro para o Brasil inteiro
Eu já sei porque é
Eu já sei porque é
Eu já sei porque é
Eu já sei porque é
Ómi de Macaé
Batuta que é
Mandô vir o ôro
Tirô lá dos vapô
E tudo arrumô
Dentro du Tesoro
Veio agora o cruzeiro
O dinheiro para o Brasil inteiro
Eu já sei porque é
Eu já sei porque é
Eu já sei porque é
Eu já sei porque é.
