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4. Os mosquitos (1907‑1912), cançoneta. Autor(es): desconhecido(s) • Intérprete: Bahiano • Gravadora: Odeon


Anda o querosene numa viva roda

Por causa da moda que veio de Cuba

E o mosquito agora está condenado

A gemer coitado na velha suruba

Cozinheiro, lorde, gente pobre ou rica,

Dizem que ele morde, dizem que ele pica

Boa gente afirma que uma picadela

A febre amarela facilmente expande

E o pobre mosquito, Judas de Aleluia,

Vai tomar na cuia como gente grande

Até minha sogra que toda se pela

Livrar-se não logra da tal picadela

Cidadãos passados, cabras de restolho

Abram bem o olho, olhem o zum-zum

Que o tal curicídio (?) de pança rajada

Não respeita nada, pica em qualquer um

Dona Ana Trancoso, (........... sempre) fica

Me diz se é gostoso, se acaso ele pica

Diz o mosquitinho para a mosquitinha:

Companheira nossa, vamos passear.

Deixa de lambança, não me entorne o caldo

Que o doutor Oswaldo lá nos vem pegar

Marocas Benfica, boa rapariga

Diz quando ele morde incha-lhe a barriga

(Quem gosta de picadela de mosquito é minha sogra, é doida por isso)