06. A reforma-v1-cap01-anexo 01-m06

6. A reforma (1912‑1915), cançoneta. Autor(es): desconhecido(s) • Intérprete: Eduardo das Neves • Gravadora: Odeon




Foi-se o ano da pendenga

Chamada candidatura

Entra o ano da reforma

Com muito ar e (............)

Estrada de ferro, correio, Tesouro

Tudo reformado a peso de ouro

Um funcionário ganhava setenta

Reforma-se apenas com 190

Tem futuro neste inferno

O empregado do governo

Fico pasmado, confesso

A reforma é um sucesso

Eu confesso

Que é um sucesso

(E é um sucesso mesmo)

O grão chefe da central

Da polícia brasileira

Inventou também reforma

Pra sua gente guerreira

Os (...........) suplentes foram aumentados

Também os agentes foram contemplados

Está mais vistoso, correto e viril

O porte garboso do guarda civil

Quando há qualquer conflito

Aí vem São Benedito

(...............) dizem: presos

E a todos impõe respeito

Qualquer sujeito

Lhe tem respeito

(Quanta ajuda!)

Ali na Cadeia Velha,

Gaiola de papagaio

Vai haver uma reforma

Que já entrou no sicário (?)

Aumento do milho para a criação,

Se fala difícil a bem da nação

Pra ver se com isso pra nosso porvir

Abaixa o sistema para produzir

Se mais milho é a ração

Para haver reunião

Venha o ouro, eu faço fé

Que a reforma é um filé

Vem cá, meu louro,

Vem cá o pé

Se a reforma é justa, humana,

A todos toca um bocado

Que reformem as mudanças,

Que está de tempo acabado

Reformem a vida para se viver,

Reformem a morte para não se morrer

Reformem o navio, reformem o trem

A casa da sogra reformem também

Meu santo reformador

Que assim reformará o bem

Muitas palmas ao autor

Passem todos muito bem

Eu não reformo a mais ninguém

(Fala)

- O que vale é que vou pedir uma reforma lá pra casa também.

- Bravo, Eduardo, está muito desinformado a respeito do dinheiro lá em casa ...