06. Rato, rato-v1-cap01-m06

6. Rato, rato (1904), cançoneta. Autores: Casemiro Gonçalves da Rocha e Claudino Manoel da Costa • Intérprete: Claudino Manoel da Costa • Gravadora: Odeon


Rato, rato, rato

Assim gritavam os compradores ambulantes

Rato, rato, rato,

Para vender na academia aos estudantes

Rato, rato, rato

Dá bastante amolação

Quando passam os garotos, todos rotos

A comprar ratos a tostão

Quem apanha ratos?

Aqui estou eu para comprar, para comprar

Ratos baratos

São necessários para estudar, para estudar

Já que vens saber

Que este viver é minha sina

Rato, rato, rato, rato

Só pra fazer vacina

Rato, rato, rato

Só se vê aqui no Rio de Janeiro

Rato, rato, rato

Quem os tiver já não passa sem dinheiro

Rato, rato, rato

É a nossa salvação

Pra esses nossos malandrotes não passarem

Todo dia sem o pão

Tem vendedor que compra ratos

Nunca tive um casamento

Nem procuro trabalhar

Ratos quando estou em casa estou prendendo

Ratos que no outro dia estou vendendo

Com anunciante conhecido

Nem por isso meu negócio assim produz

Tem que trazê-lo na memória,

O belo tempo de glória, dr. Oswaldo Cruz

Rato, rato, rato

Assim gritavam os compradores ambulantes

Rato, rato, rato,

Para vender na academia aos estudantes

Rato, rato, rato

Dá bastante amolação

Quando passam os garotos, todos rotos

A comprar ratos a tostão.

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(1) “Rato, rato, rato / Qual o motivo porque roeste o meu baú / Rato, rato, rato / Audacioso e malfazejo gabiru / Rato, rato, rato / Eu só desejo ver o dia afinal / Que a ratoeira te persiga e consiga / Satisfazer meu ideal / Quem te formou? / Foi o diabo, não foi outro, podes crer / Quem te gerou? / Foi uma sogra pouco antes de morrer / Quem te criou? / Foi a vingança, digo eu / Rato, rato, rato / Emissário do judeu / Quando a ratoeira te pegar / Monstro covarde não te ponhas a gritar, por favor / Rato velho descarado roedor / Rato velho como tu faz horror / Nada valerá teu qui-qui / Morrerás e não terás quem chore por ti / Vou provar-te que sou mau / Meu tostão é garantido / Não te solto nem a pau.”