10-O pai de toda gente-v1-cap01-m10

10. O pai de toda gente (1907‑1912), cateretê. Autor(es): desconhecido(s) • Intérprete: Eduardo das Neves • Gravadora: Odeon




Vem comigo, mulata,

Mulata, meu bem, embarca.

Vem comigo, mulata,

Mulata, meu bem, embarca.

Vamos lá pro Ceará

Vamos ver os oligarcas

Vamos lá pro Ceará

Vamos ver os oligarcas

Vem, vem, vem

Minha gente, meu bem, embarque

Vem, vem, vem

Minha gente, meu bem, embarque

Vamos ver o grande homem

Que tem grande cavanhaque

Que cavanhaque sedoso

Que cavanhaque decente

Que cavanhaque sedoso

Que cavanhaque decente

Ele é o presidente

E é pai de muita gente

Ele é o presidente

E é pai de muita gente

É um caboclo ilibado

É um caboclo cutuba

É um caboclo ilibado

É um caboclo cutuba

Ele vem a capitá federá

Dentro de um comandatuba

Ele foi à capitá federá

Dentro de um comandatuba

Oia só, mulher, queridinho,

O Accioly é pai de toda gente

Seu Brigído não tem ninguém

A vida se faz com amor

Assim dizia, meu bem

Meu Deus, que homem valente

Que cabeça ilustrada

Meu Deus, que homem valente

Que cabeça ilustrada

É um grande presidente,

Mas também que filharada

É um grande presidente,

Mas também que filharada

Se ele fosse sustentar

Em filharada o povão

Garanto que não ganhava

Nem para lhe dar o feijão

(Fala)

Não dava pro feijão pra aquilo tudo, meu Deus,

O Ceará é grande, é uma filharada, é sobrinho, é parente, é tio, é avó.