23.A Internacional-v1-cap3-m23

23. “A Internacional” (1871-88), hino.

Autores: Eugéne Pottier e Pierre Degeyter. Tradução para o português: Neno Vasco. Intérpretes: Coral Livre e W. Miranda. Gravadora: ?

De pé, ó vitimas da fome! De pé, famélicos da Terra! Da idéia a chama já consome

A crosta bruta que a soterra. Cortai o mal bem pelo fundo! De pé, de pé não mais senhores! Se nada somos, em tal mundo,

Sejamos todos produtores! (Coro) Bem unidos, façamos, Nesta luta final

Uma terra sem amos A Internacional! Messias, Deus, chefes supremos, nada esperamos de nenhum! Sejamos nós que conquistemos A terra-mãe livre e comum!

Para não ter protestos vãos, para sair deste antro estreito, façamos nós, por nossas mãos, tudo o que a nós nos diz respeito!

(Coro)

Bem unidos ...

O crime de rico a lei encobre, O Estado esmaga o oprimido: Não há direitos para o pobre, Ao rico tudo é permitido. À opressão não mais sujeitos! Somos iguais todos os seres. Não mais deveres sem direitos, Não mais direitos sem deveres!

(Coro) Bem unidos ...

Abomináveis na grandeza, Os reis das minas e da fornalha Edificaram a riqueza Sobre o suor de quem trabalha. Todo o produto de quem sua A corja rica o recolheu Querendo que ela o restitua, O povo só quer o que é seu.

(Coro) Bem unidos ...

Nós fomos de fumo embriagados. Paz entre nós, guerra aos senhores! Façamos greve de soldados! Somos irmãos trabalhadores! Se a raça vil cheia de galas Nos quer à força canibais, Logo verá que as nossas balas São para os nossos generais!

(Coro) Bem unidos ...

Somos o povo dos ativos, Trabalhador, forte e fecundo. Pertence a terra aos produtivos: Ó parasita, deixa o mundo! Ó parasita, que te nutres Do nosso sangue a gotejar, Se nos faltarem os abutres, Não deixa o Sol de fulgurar!

(Coro)

Bem unidos ...