25.Tarja cravada-v2-cap-08-m25

25. “Tarja cravada” (1976).

Autor: Sérgio Ricardo. Intérprete: Idem. Gravadora: Continental. LP: Do lago à cachoeira (1979).

Onde hoje é tarja preta Lia-se frase otimista E nela se acreditava Do cético ao humanista A ela todos se davam Amor de primeira vista Onde ontem era frase Hoje é uma tarja na vista

Hoje é uma tarja na vista

É .... É .... Vivia como que solta No firmamento estrelado Em cada ponta de estrela Letra por letra apagada Hoje se vê cruz e vela De tanta morte cravada Vinte e um cruzeiros de velas De tanta morte cravada

De tanta morte cravada

É .... É .... Sob um carimbo redondo A luz de um losango dourado Esmaeceu com o tempo Na sorte do mau olhado Em limbo se desfazendo Já não se dá por achado Sobre o losango um carimbo De tanta morte cravada

De tana morte cravada

É .... É .... A noite cobriu a mata Apagando a natureza Que por viver de harmonia Sem verde e sem mais beleza Perdeu a fisionomia Nas rugas dessa tristeza Nas rugas dessa tristeza De tanta tarja cravada

De tanta tarja cravada

É .... É ....