41.A marcha do povo doido-v2-cap-08-m41

41. “A marcha do povo doido” (1980).

Autor: Gonzaguinha. Intérprete: Gonzaguinha, As Frenéticas & Les Étoiles. Gravadora: EMI-Odeon. LP: De volta ao começo.

(Essa é a Marcha do Povo Doido, seguindo o exemplo do Samba do Crioulo Doido, feito por Stanislaw Ponte Preta. Lá o crioulo ficou doido por ter que fazer o seu samba-enredo com todos os personagens da História do Brasil. Aqui quem está doido é o povo, que parece ser o grande culpado pela crise de energia, pela carestia, pela polícia e pelo mistério de uma coisa chamada anistia que, se você não sabe, não permitiu ao anistiado ser reintegrado a seu trabalho, a não ser que passasse de novo por um novo júri, uma nova censura, de modo a que não atrapalhasse uma coisa chamada abertura).

Confesso Matei a Dana de Teffé E muitos mais se ocê quiser Eu sou qualquer José Mané Dos Santos, da Silva, da vida Confesso A culpa pela carestia E pela crise de energia Eu sou o dono da OPEP Ou pepsi ou pop ou coca Confesso (não precisa bater) E confessar me alivia Vem, meu bem, me condena Com aquela anistia Me manda logo pra cadeia Garanta Um pouco a minha poupança Pois pelo menos estando em cana A minha pança Vai ter um pouco de aveia Ou feijão com areia