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22. “É ladrão que não acaba mais” (1998).

Autores: Otacílio da Mangueira e Ari do Cavaco. Intérprete: Bezerra da Silva. Gravadora: Universal Music. CD: Eu tô de pé.

Quando Cabral aqui chegou E semeou sua semente Naturalmente começou A lapidação do ambiente

Roubaram o ouro Roubaram o pau Pra ficar legal Ainda tiraram o couro Do povo desta terra original

E só deixaram A má semente Presente de Grego Que logo se proliferou E originou a nossa gente

É ladrão que não acaba mais Tem ladrão que não acaba mais Você vê ladrão Quando olha pra frente Você vê ladrão Quando olha pra trás

A terra é boa mas o povo Continua escravizado Os direitos são os mesmos Desde os séculos passados O marajá ele só anda engravatado Não trabalha, não faz nada Mas tá sempre endinheirado

E se entrar no supermercado Você é roubado! E se andar despreocupado Você é roubado! E se pegar o bonde errado Você é roubado! E também se votar pra deputado Você é roubado!

Tem sempre 171 armando fria Tem ladrão lá no congresso Na quitanda e padaria Ladrão que rouba de noite Ladrão que rouba de dia Dentro da delegacia Ninguém entendia A maior confusão O doutor delegado Grampeou todo mundo Porque o ladrão Roubou outro ladrão

É ladrão que não acaba mais Tem ladrão que não acaba mais Você vê ladrão Quando olha pra frente Você vê ladrão Quando olha pra trás