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49.Vida operária-v3-anexo-09-m49

Sob as pontes, sobre os rios Morada dos esquecidos Quem habita é cão sem dono Resto de vida vadia Que rasteja sobre os mangues Que come sobras do dia Que veste trapos de pano Viventes sem serventia

Quando a fábrica apitar Dez mil homens vão comer Farinha, feijão e carne seca Para força ter Vão fabricar automóveis Tecido, televisão E cem dúzia de tratores Pra grandeza da nação Tem calo, corte e ferida Na mão do trabalhador Pra fazer mais farta a ceia Na mesa do agricultor Tem calo, corte e ferida Na mão do trabalhador Pra fazer mais farta a ceia Na mesa do agricultor

Por isso peço licença Porque agora eu vou falar Pros homens que se elegeram Com o voto popular Pra prestarem atenção No homem trabalhador Que manda esse recado

Na voz desse cantador




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