A pregunta do momento
É se já viu o cruzeiro.
E o seu fióte centavo.
Que são os novos dinheiro
Não se chama mais o rico
De sujeito endinheirado
Pois agora é dizer
Fulano é encruzeirado
Eu tive vendo num banco
O nome da dinheirama
E vi em vários países
Como o dinheiro chama
Português véve de escudos
Inti para o peruano
O russo véve de rublo
E de lira o italiano
Tem certas coisas absurda
Com a moeda lá da estranja
Magine que quem tem peso
Sua vida é uma canja
É aqui na nossa terra
Quem tem peso é azarado
Na Argentina e outras parte
Quem tem fortuna é pesado
O dinheiro lá da Espanha
Tem o nome de peseta
E lá na pobre Alemanha
É que a coisa anda preta
Os alemão me dá pena
Eu tenho dó dos coitado
Dinheiro deles é marco
Esse povo tá marcado
Lá nos Estados Unidos
As coisas é bem deferente
Dinheiro graúdo é dolar
Dinheiro miúdo é cent
E quem não tem cent sente
Que é triste viver sem nada
Mas quando a gente tem cent
Já tem a vida assentada
Ansim passamo em revista
O dinheiro doutras terras
Vamos agora dar um pulo
Lá na grande Inglaterra
Tem o cent, tem a libra
Para cobrir o mundo inteiro
E o ditado “time is money”
Isto é, tempo é dinheiro.
Autores: João Apolinário e João Ricardo. Intérprete: Secos & Molhados. Gravadora: Continental. LP: Secos e Molhados.
Quem tem consciência para ter coragem Quem tem a força de saber que existe E no centro da própria engrenagem Inventa a contra mola que resiste
Quem não vacila mesmo derrotado Quem já perdido nunca desespera E envolto em tempestade, decepado Entre os dentes segura a primavera
Autores: Gilberto Gil e Capinam. Intérprete: Gil. Gravadora: Philips. LP: Tropicália ou Panis et Circensis.
Miserere-re nobis Ora, ora pro nobis É no sempre será, ô, iaiá É no sempre, sempre serão
Já não somos como na chegada Calados e magros, esperando o jantar Na borda do prato se limita a janta As espinhas do peixe de volta pro mar
Miserere-re nobis ...
Tomara que um dia de um dia seja Para todos e sempre a mesma cerveja Tomara que um dia de um dia não Para todos e sempre metade do pão
Tomara que um dia de um dia seja Que seja de linho a toalha da mesa Tomara que um dia de um dia não Na mesa da gente tem banana e feijão
Miserere-re nobis ...
Já não somos como na chegada O sol já é claro nas águas quietas do mangue Derramemos vinho no linho da mesa Molhada de vinho e manchada de sangue
Miserere-re nobis ...
Bê, rê, a - Bra Zê, i, lê - zil Fê, u - fu Zê, i, lê - zil Cê, a - ca Nê, agá, a, o, til - ão
Ora pro nobis
