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Acervo/blog

Mão na cabeça, assalto? Não, é a polícia

Mas dá no mesmo se você não tem um pingo de malícia

São pagos pra proteger, mas te tratam como ladrão

Quem é que vão proteger, então

Bala perdida pra você não é nada

Só mais uma mancha de sangue no meio da calçada

Se acham donos da lei mas essa lei tá errada

Enquanto não modificarem tô na parada

Porque na minha cabeça essa carapuça não cabe

Então DJ Zé Gonzales, balança as pick-ups

Eu sei e todo mundo sabe o que eles pretendem

Querem tirar a fumaça e botar uma bala na mente

Vou te falar qualé da parada errada

Eu ouço bang-bang e não vou fazer nada?

Porque se tá bom pra tu, tem alguma coisa errada

Pra mim não tá bom, e a mente não fica parada

Se o traficante é o problema, por que não legaliza?

Na minha mente a solução, na sua só capitaliza

O safado aqui é quem fuma maconha

Vigário Geral, Candelária que te envergonha

A cidade é maravilhosa, só precisa de proteção

Chega de semente podre na minha plantação

O 12 é o 16, o 16 são vocês

Fica a pergunta mermão, quem é que trafica as leis?

Mermo sem nada em cima, te tiram pra mané

Não foram com a tua cara vão querer um qualquer

190 é telefone na agenda de X9

Então preste atenção e vê com quem se envolve





Assim que é

Sem proceder não para em pé

Realidade é muito triste

Mas é no subúrbio sujismundo

Submundo que persiste o crime

Pegar o trem é arriscado

Trabalhador não tem escolha

Então enfrenta aquele trem lotado

Não se sabe quem é quem, é assim

Pode ser ladrão ou não

Tudo bem se for pra mim

Se for polícia fique esperto, Zé

Pois a lei dá cobertura pra ele

Te socar, se quiser

O cheiro é mal de ponta a ponta

Mas assim mesmo normalmente

O que predomina é a maconha

E aos milhares de todos os tipos

De manhã, na neurose

Como que pode ter um dia lindo

Portas abertas mesmo correndo

Lotado até o teto sempre está

Meu irmão vai vendo

Não dá pra aguentar, sim

É o trem que é assim, já estive, eu sei, já estive

Muita atenção, essa é a verdade

Subúrbio pra morrer, vou dizer: é mole

Subúrbio para morrer, vou dizer (é mole)

E agora se liga, você pode crer (é pra gravar, tá?)

Todo cuidado não basta porque (é só um toque)

Subúrbio para morrer, vou dizer (é mole)

Confira de perto, é bom conhecer (é pra gravar, tá?)

E agora se liga, você pode crer (é só um toque)

Todo cuidado não basta porque (é mole)

Subúrbio para morrer, vou dizer

Todos os dias mesma gente

É sempre andando, viajando

Surfando, mais à mais não teme

Vários malucos, movimento quente

Vários moleques pra vender

Vem comprar, é aqui que vende

Quem diz que é surfista, é

Então fica de pé, boto mó fé, assim que é

Se cair, vai pro saco

Me lembro de um irmão, troço chato

Subia, descia por sobre o trem, sorria

Vinha da Barra Funda há dois anos todo dia

Em cima do trem com os manos surfistas

Assim chamados são popularmente

Se levantou e encostou naquele fio,

Tomou um choque

Mas tão forte que nem sentiu, foi às nuvens

Tá com Deus, mano Biro, sabe

Subúrbio pra morrer, vou dizer é mole

Subúrbio para morrer, vou dizer (é mole) ...

E eu peço a Oxalá e então

Sempre vai nos guardar

Dai-nos forças pra lutar, sei que vai precisar

No trem, meu bom, é assim, é o que é

Então centenas vão sentados e

Milhares vão em pé

E em todas as estações

Ali preste atenção nos PFs

O trem para, o povo entra e sai

Depois disso, o trem já se vai

Mas o que é isso? Esquisito

E várias vezes assisti

Trabalhador na porta tomando borrachadas

Marmitas amassadas, fardas, isso é lei?

Vejam vocês: são cães, só querem humilhar toda vez

Aconteceu o ano passado em Perus

Um maluco estava na paz, sem dever

Caminhava na linha sim, a uns cem metros

Dessa estação, preste atenção, repressão

Segundo testemunhas dali, ouvi

Foi na cara dura assassinado, pum, mas não foi divulgado

E ninguém está, não está, ninguém viu

As mortes na Estrada de Ferro Santos-Jundiaí

E ninguém tá nem aí, Osasco ou Itapevi,

Do Brás a Mogi ou Tamanduateí

É o trem que é assim, já estive, eu sei, já estive

Subúrbio pra morrer, vou dizer é mole

Subúrbio para morrer, vou dizer ...

Quando começo a pensar parece que vem o barulho na cabeça

Eu lembro dos manos que ficaram grudados nos fio

Que até hoje a indenização da ferroviária a família nunca viu

Ou senão dos mano que tem uma correria pra fazer

Precisa levar uma lata de leite todo dia de manhã

Cataram tudo sua mercadoria

E ainda se espanta? Mais no saldo desses filhos da puta dos PF

Aí mano, valeu?

Mas e aí! Ninguém tem peito de aço, não, mano




Você não é você, você é simplesmente isso

É sujo, é podre, é lixo

Tem mais, tem mais

Muito mais pra ouvir

Muita coisa louca pra sua cabeça oca

Que por omissão merece a forca

O nosso bate-boca é mesmo inevitável

É, ‘assassinos sociais’

Assassinato sem morte mostram a imundície dos seus atos

Brasileiros verdadeiros estão do lado contrário

Eu também te declaro adversário,

Falo, falo sério

Mas prepare-se

Se quem tem tem

Mas quem não tem quer ter também

Ou você pensou que iria ser tão fácil assim

Se livrar de mim, das promessas feitas ao meu povo enfim

Viver às custas da nossa grana

Mandar os descontentes em cana

Eu não fiz nada disso

Ora, cala sua boca profana

Sua moral não resiste a uma fita gravada

Seu forte: verbas desviadas

Contas fantasmas, acordos na calada

Paga alto por acusações abafadas

Sua única intenção: aumentar seu império

Acesso a privilégios

Matricular seus filhos nos melhores colégios

Ponte aérea com o Primeiro Mundo, conferências, reuniões

Muito papo, muito agito, não se vê soluções

Assassino em potencial, não usa cano ou punhal

Nunca deu coronhadas

Matou, matou, mas nunca esteve no local do crime

Usou a mão de vários irmãos manipulados, desinformados

Prejudicados por seu cérebro maníaco

Marginal diplomado, muito bem, deputado

Seu passaporte pro inferno está carimbado

Aprovado por aquele que no céu é rejeitado

E cujo nome não será citado

Se quem tem tem ...

E o povo está sempre distante

Das discussões mais importantes

Essa poderia ser uma das conversas que sempre rolam por aí

Doutor! Doutor! Um minutinho da sua atenção

Eu poderia falar com o senhor?

Ah, sinto muito, tô muito ocupado agora

Viu, tô indo pro Congresso, não dá não

Tô entendendo, papo com o povo você não quer, né, meu irmão

GOG, vamos logo com isso! Apaga logo esse bacana!

Cabeça fria, Japão, essa luta com atitude a gente ganha

Já conseguimos nosso espaço

Só nós sabemos como foram difíceis os primeiros passos

Por nossos traços, por nossos laços

Por nossas frases, denúncias graves

Da periferia vem a força que dará fim a esses trastes

Falo, falo sério, cumpadi! Prepare-se! Prepare-se!

Se quem tem tem ...




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