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Acervo/blog

A revorta de São Paulo já deu muito que falar

Assombrou o Brasil inteiro, do Rio Grande até o Pará

São Paulo ficou sozinho, sem ninguém vim ajudar

No dia 9 de julho, São Paulo se alevantou

Faculdade de Direito seu bataião já formou

Todas as força de São Paulo pelos campo se espaiou

Pois até a frente negra também formou bataião,

A negrada embarcava cheia de satisfação

Mostraram que são paulista, paulista de coração

O grande povo paulista ajudou no que podia

Deram ouro pra vitória, tudo mais que possuía

Farinha tava cabando, pão de guerra nós comia

Grande força que seguiu para o lado de Cruzeiro

Teve combate cerrado com a força de Góis Monteiro

Paulista queria entrar no grande Rio de Janeiro

Veio força lá do Norte de quase todos estado

Paulista estava sozinho, ficou meio atrapaiado

Pra segurar o inimigo mandou fazer trem blindado

No Vale do Paraíba foi só tiro de fuzil

De parte a parte lutavam com grande ardor varonil

A luta ficou empatada, quem perdeu foi o Brasil.


Meu bem, pra me livrar da matraca Da língua de uma sogra infernal, Eu comprei um trem blindado Pra poder sair no carnaval.

Mulata por seu encanto, Muito eu levei na cabeça Porém agora eu duvido Que isso outra vez aconteça

Do teu falado feitiço Pouco caso hoje eu faço Mandei fazer em São Paulo, mulata, Um capacete de aço

Meu bem, pra me livrar da matraca Da língua de uma sogra infernal, Eu comprei um trem blindado Pra poder sair no carnaval.

Mulata, quando eu te vi, Logo pedi anistia Pois os seus olhos lançavam Terrível fuzilaria

E pra ninguém aderir Ao nosso acordo amoroso Botei na porta de casa, mulata, Um canhão misterioso.


Anistia, anistia

Nos três dias de folia

Seu doutor, não faça isso, por favor

Na prisão, basta só meu coração

Por isso é que eu peço

Anista, anistia...

Passo a vida no batente

Ali rente somente

Porque sei que é o trabalho é natural

Seu doutor, quero ir embora

É hora lá fora

Começou minha festa, o carnaval

Ai, seu doutor...

Anistia, anistia...

Meu amor tá me esperando

Chorando e passando

Um pierrô que comprei à prestação

Seu doutor, por piedade,

É maldade, essa grade

Separar de mim o meu coração

Por isso é que eu peço

Anistia, anistia...


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