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Acervo/blog

Vai, meu irmão Pega esse avião Você tem razão de correr assim Desse frio

Mas beija O meu Rio de Janeiro Antes que um aventureiro Lance mão

Pede perdão Pela duração (pela omissão*)

Dessa temporada (um tanto forçada*) Mas não diga nada Que me viu chorando E pros da pesada Diz que vou levando Vê como é que anda Aquela vida à toa E se puder me manda Uma notícia boa

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* Versos vetados pela censura




I don’t want to stay here I wanna to go back to Bahia (4x)

Eu tenho andado tão só Quem me olha nem me vê Silêncio em meu violão Nem eu mesmo sei por que. De repente ficou frio Eu não vim aqui para ser feliz Cadê o meu sol dourado? Cadê as coisas do meu país?

I don't want to stay here ...

Eu tenho andado tão só Quem me olha nem me vê Silêncio em meu violão Nem eu mesmo sei por que. Via Intelsat eu mando Notícias minhas para O Pasquim Beijos pra minha amada Que tem saudades e pensa em mim

I don't want to stay here ....




Você que é tão avoada Pousou em meu coração Moça, escuta esta toada Cantada em sua intenção

Nasci com a minha morte Dela não vou abrir mão Não quero o azar da sorte Nem da morte ser irmão

Da sombra eu tiro o meu sol E do fio da canção Amarro esta certeza De saber que cada passo Não é fuga nem defesa Não é ferrugem no aço

É uma outra beleza Feita de talho e de corte E a dor que agora traz Aponta de ponta o norte Crava no chão a paz Sem a qual é fraco o forte E a calmaria é engano

Pra viver nesse chão duro Tem de dar fora o fulano Apodrecer o maduro Pois esse canto latino Canto para americano Que se morre e vai menino Montado na fome ufano

Teus poucos anos de vida Valem mais do que cem anos Quando a morte é vivida E o corpo vira semente De outra vida aguerrida Que morre mais lá na frente Na cor de ferro ou de escuro Ou de verde ou de maduro

A primavera que espero Por ti, irmão e hermano, Só brota em ponta de cano Em brilho de punhal duro Brota em guerra e maravilha Na hora, dia e futuro

Da espera, virá...




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