Autores: Raul Ellwanger e Luís Colonel. Intérprete: Raul Ellwanger com participação de Elis Regina. Gravadora: Clack/Bandeirantes Discos. LP: Raul Ellwanger.
Navegas, navegas, navegas
Lá do outro lado do oceano
Na palma da mão já carregas
Vinte mil léguas de sonhos (enganos)
Seguindo teu pai que te leva
A bordo dos teus nove anos
Pequeno exilado sem pátria
Navegas teu barco de enganos
Navegas teus olhos molhados
Na capital dos franceses
Carregas teus olhos chorados
Contando dias e meses
Menino crescido sem terra
Teu único plano primeiro
É ver terminar tanta espera
É ser cidadão brasileiro
Guerreiro do bairro da Gloria
Duende do bairro Floresta
Vem cá conhecer nossa história
Malandros, calçadas e festas
Só quero te ver na cidade
Cantando em bom português
Canções de gritar liberdade
Daquela que usa o francês
Navegas, navegas, navegas
Lá do outro lado do oceano
Na palma da mão já carregas
Vinte mil léguas de enganos
Guerreiro do bairro da Gloria ...
Autor: Milton Nascimento e Fernando Brant. Intérpretes: Fafá de Belém. Gravadora: Som Livre. LP: Fafá de Belém.
Quem é esse viajante Quem é esse menestrel Que espalha esperança E transforma sal em mel? Quem é esse saltimbanco Falando em rebelião Como quem fala de amores Para a moça do portão? Quem é esse que penetra No fundo do pantanal Como quem vai manhãzinha Buscar fruta no quintal? Quem é esse que conhece Alagoas e Gerais E fala a língua do povo Como ninguém fala mais? Quem é esse? De quem essa ira santa Essa saúde civil Que tocando na ferida Redescobre o Brasil? Quem é esse peregrino Que caminha sem parar? Quem é esse meu poeta Que ninguém pode calar? Quem é esse?
Autores: Ivan Lins e Vitor Martins. Intérprete: Ivan Lins, com participação de Roberto Ribeiro. Gravadora: EMI-Odeon. LP: A noite.
Desesperar jamais Aprendemos muito nesses anos Afinal de contas não tem cabimento Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia Nada de morrer na praia Nada! Nada! Nada de esquecer
No balanço de perdas e danos Já tivemos muitos desenganos Já tivemos muito que chorar Mas agora acho que chegou a hora De fazer valer o dito popular Desesperar jamais Cutucou por baixo, o de cima cai Desesperar jamais Cutucou com jeito, não levanta mais
