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Acervo/blog

Porque se chamava moço

Também se chamava estrada

Viagem de ventania

Nem lembra se olhou pra trás

Ao primeiro passo, aço, aço, aço, aço, aço, aço

Porque se chamavam homens

Também se chamavam sonhos

E sonhos não envelhecem

Em meio de tantos gases lacrimogêneos

Ficam calmos, calmos, calmos, calmos, calmos, calmos, calmos

E lá se vai mais um dia

E basta contar compasso

E basta contar consigo

Que a chama não tem pavio

De tudo se faz canção

E o coração na curva de um rio, rio, rio, rio, rio

E lá se vai mais um dia

E o rio de asfalto e gente

Entorna pelas ladeiras

Entope o meio fio

Esquina mais de um milhão

Quero ver então a gente, gente, gente, gente, gente, gente




Maria, Maria

É um dom, uma certa magia

Uma força que nos alerta

Uma mulher que merece viver e amar

Como outra qualquer do planeta

Maria, Maria

É o som, é a cor, é o suor

É a dose mais forte e lenta

De uma gente que ri quando deve chorar

E não vive apenas aguenta

Mas é preciso ter força

É preciso ter raça

É preciso ter gana sempre

Quem traz no corpo a marca

Maria, Maria

Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha

É preciso ter graça

É preciso ter sonho sempre

Quem traz na pele essa marca

Possui a estranha mania

De ter fé na vida



(verso)

Em novembro do ano de 78

O presidente chegou a João Pessoa

A notícia nos campos já ressoa

Todos vem com as faixas à cidade

Para insistir no direito à propriedade

A polícia, no entanto, não consente

Que ninguém chegue junto ao presidente

Toma as faixas e o povo não vai embora

Se reúne na praça e canta agora

O hino que o Geisel ouve atentamente

(canto)

Alagamar, meu coração

Teu povo humilde esperando a solução

Nossa vitória fica na história

A tua glória é a nossa união

Nossa vitória fica na história

A tua glória é a nossa união

Teu povo forte sem violência e sem guerra

Toma a luta pela terra e a boa produção

Da agricultura que o nosso povo consome

E quem consagra seu nome

Não se curva à invasão

Alagamar, meu coração ...

Não temos ódio nem preguiça nem vingança

Mas temos a esperança da nossa liberdade

Pra nosso povo ter produtos agradáveis

Nós somos os responsáveis por sua alimentação

Alagamar, meu coração ...

Os teus escombros de Jurema e Calombi

Juazeiro e Jucuri quem corta é o trabalhador

Com muito amor pela família perece

E quase ninguém reconhece quanto é grande o teu valor

Alagamar, meu coração ...

(verso)

- O que é que esse povo quer lá embaixo?

Geisel pergunta e não lhe escondem

 - É 10.000 hectares. Se não der, eleição aqui irá abaixo

 - Pode ser que se possa voar mais baixo e 2.000 hectares já bastassem

 - O proprietário e o povo se alegrasse e o problema perdesse intensidade

 - Talvez não houvesse essa necessidade, se pra eleição 7 dias não faltassem



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