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Acervo/blog

Vamos trabalhar sem fazer alarde Pra pisar com força o chão da cidade A vida não tem segredo Quem sentado espera a morte é covarde Mas quem faz a sorte é que é de verdade É só acordar mais cedo

É só regar pra alimentar o arvoredo Por essa luta eu não retrocedo Pra ver toda a mocidade Com os frutos da liberdade Escorrendo de entre os dedos Que é pra enterrar de uma vez seus medos

Se não mudar, o barco bate no rochedo E vai pro fundo como um brinquedo É bom cantar a verdade Pro povo de uma cidade E deixar de arremedo E aí vai virar mais um samba-enredo



Minha gente, eu vou falar

Do caboclo Santo Dias

Que veio aqui pra cidade

Sem emprego e moradia

Pra enfrentar os patrões (bis)

Na luta do dia a dia

Foi morar na Zona Sul

Um emprego ele arrumou

Metal Leve é a indústria

Que primeiro trabalhou

E na luta sindical (bis)

Logo ele se engajou

Foi assim que ele aprendeu

Com a vida, com o chão

O caboclo não perdeu

A semente da razão

Que o homem é muito mais (bis)

Que a sua profissão

Na luta foi avançando

E com muita teimosia

Pois sabia que o operário

Crescia no dia a dia

Lutando muito e melhor (bis)

Com garra, com valentia

No bairro também lutou

Porque via precisão

Organizando os moradores

Contra toda opressão

Em que vive os bairros pobres (bis)

Por falta de atenção

Com o avanço dessa luta

Luta do trabalhador

Muita greve nesse tempo

O operário deflagrou

Por causa das injustiças (bis)

Desse regime opressor

Com toda a organização

O regime se ocupou

Na greve de 1979

A polícia não brincou

Foi na porta da Silvânia (bis)

Que a polícia o matou

Mas o Santo ainda vive

Para todo lutador

Vive em cada coração

De todo trabalhador

Pois quem morre pela vida (bis)

Será um libertador

No woman, no cry No woman, no cry No woman, no cry No woman, no cry

Bem que eu me lembro Da gente sentado ali Na grama do aterro sob o sol Ob-observando hipócritas Disfarçados, rondando ao redor.

Amigos presos Amigos sumindo assim Pra nunca mais Tais recordações Retratos do mal em si Melhor é deixar pra trás

Não, não chore mais Não, não chore mais Oh! Oh! Não, não chore mais Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Não, não chore mais Hê! Hê!

Bem que eu me lembro Da gente sentado ali Na grama do aterro sob o céu Ob-observando estrelas Junto à fogueirinha de papel

Esquentar o frio Requentar o pão E comer com você Os pés, de manhã, pisar o chão Eu sei a barra de viver

Mas, se Deus quiser Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé

No woman, no cry No woman, no cry No woman, no cry Uh! Uh! Uh!

Não, não chore mais Menina, não chore assim Não, não chore mais Oh! Oh! Oh! No woman, no cry No woman, no cry Não, não chore mais Não chore assim Não, não chore mais Hê! Hê!




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