Autores: João Nogueira e Paulo César Pinheiro. Intérprete: João Nogueira. Gravadora: Polydor. LP: Clube do Samba.
Vamos trabalhar sem fazer alarde Pra pisar com força o chão da cidade A vida não tem segredo Quem sentado espera a morte é covarde Mas quem faz a sorte é que é de verdade É só acordar mais cedo
É só regar pra alimentar o arvoredo Por essa luta eu não retrocedo Pra ver toda a mocidade Com os frutos da liberdade Escorrendo de entre os dedos Que é pra enterrar de uma vez seus medos
Se não mudar, o barco bate no rochedo E vai pro fundo como um brinquedo É bom cantar a verdade Pro povo de uma cidade E deixar de arremedo E aí vai virar mais um samba-enredo
Autor: não identificado. Intérpretes: não identificados. Gravação especial do Comitê Santo Dias. LP: Santo Dias (1982).
Minha gente, eu vou falar
Do caboclo Santo Dias
Que veio aqui pra cidade
Sem emprego e moradia
Pra enfrentar os patrões (bis)
Na luta do dia a dia
Foi morar na Zona Sul
Um emprego ele arrumou
Metal Leve é a indústria
Que primeiro trabalhou
E na luta sindical (bis)
Logo ele se engajou
Foi assim que ele aprendeu
Com a vida, com o chão
O caboclo não perdeu
A semente da razão
Que o homem é muito mais (bis)
Que a sua profissão
Na luta foi avançando
E com muita teimosia
Pois sabia que o operário
Crescia no dia a dia
Lutando muito e melhor (bis)
Com garra, com valentia
No bairro também lutou
Porque via precisão
Organizando os moradores
Contra toda opressão
Em que vive os bairros pobres (bis)
Por falta de atenção
Com o avanço dessa luta
Luta do trabalhador
Muita greve nesse tempo
O operário deflagrou
Por causa das injustiças (bis)
Desse regime opressor
Com toda a organização
O regime se ocupou
Na greve de 1979
A polícia não brincou
Foi na porta da Silvânia (bis)
Que a polícia o matou
Mas o Santo ainda vive
Para todo lutador
Vive em cada coração
De todo trabalhador
Pois quem morre pela vida (bis)
Será um libertador
No woman, no cry No woman, no cry No woman, no cry No woman, no cry
Bem que eu me lembro Da gente sentado ali Na grama do aterro sob o sol Ob-observando hipócritas Disfarçados, rondando ao redor.
Amigos presos Amigos sumindo assim Pra nunca mais Tais recordações Retratos do mal em si Melhor é deixar pra trás
Não, não chore mais Não, não chore mais Oh! Oh! Não, não chore mais Oh! Oh! Oh! Oh! Oh! Não, não chore mais Hê! Hê!
Bem que eu me lembro Da gente sentado ali Na grama do aterro sob o céu Ob-observando estrelas Junto à fogueirinha de papel
Esquentar o frio Requentar o pão E comer com você Os pés, de manhã, pisar o chão Eu sei a barra de viver
Mas, se Deus quiser Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé Tudo, tudo, tudo vai dar pé
No woman, no cry No woman, no cry No woman, no cry Uh! Uh! Uh!
Não, não chore mais Menina, não chore assim Não, não chore mais Oh! Oh! Oh! No woman, no cry No woman, no cry Não, não chore mais Não chore assim Não, não chore mais Hê! Hê!
