(- Tem alguém aí que acredita?
- Não!
- O Hino da Nova República...)
Eu acredito na manutenção da ordem pública
Eu acredito na Nova República
Eu acredito, ha, ha, eu acredito
Eu acredito nos livros da estante
Eu acredito em Flávio Cavalcanti
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor nesse mundo nunca mais
Eu acredito no seu ponto de vista
Eu acredito no partido trabalhista
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito em toda essa cascata
Eu acredito no beijo do Papa
Não vai haver amor nesse mundo nunca mais
Eu acredito em quem anda com fé
Eu acredito em Xuxa e em Pelé
Eu acredito, você acredita
Mamãe acredita, todo mundo acredita
Na Nova República
Não vai haver amor nesse mundo nunca mais
Eu acredito no Cristo que padece
Eu acredito no INPS
Eu acredito, eu acredito
Eu acredito na escada pro sucesso
Eu acredito na ordem e progresso
Eu acredito, eu acredito
Não vai haver amor nesse mundo nunca mais
Eu acredito, você acredita
Todo mundo acredita
Eu acredito nas boas intenções
Mas esse papo já encheu os meus culhões
Eu não acredito
Não vai haver amor nesse mundo (nessa porra) nunca mais
Autor: Juca Chaves. Intérprete: Idem. Gravadora: Sdruws Records. CD: O melhor de Juca Chaves, o menestrel do Brasil – A sátira inteligente.
No mês de fevereiro
Fez-se um pacote cor de esperança
Verde-amarelo, bem brasileiro,
Ritmo novo na velha dança
Todos prendem gerentes
De padaria ou supermercado
Quanta coragem, toda essa gente
Quando se sente televisado
Je vous salue, ó Cruzado
Tem que dar certo, há de dar
Se eu não aumento na cama, deitado
O que minha mulher vai falar
Pois inflação, como tesão,
Basta um beijinho pra recomeçar
Quem rasgou o pacote
Foram eles de novo
E a tal multa é fricote
Cai nas costas do povo
Que somos? Fiscais.
De quem? Sarney.
E o plano? Furou.
Por que? Não sei.
Passa a banda da alegria
Tocam os ministros novos metais
O trio elétrico da economia
Desafinou nos acordes finais
Na gasolina, o aumento
Dane-se a classe média, Funaro
Só no avião, 25%
Pobre dos ricos, dólar mais caro
Sem compulsório, viaja
O presidente feliz
Foi à Roma ver o Papa
E escapa à reforma que ele quis
E pra dar certo um passe esperto
Da mãe de santo de São Luís
Viva a reforma agrária
Do pobre, a solução
Dando a terra dos outros
Não, a nossa, isso não
Que somos? Fiscais?
De quem? Sarney
E o plano? Furou!
Por que? Não sei!
E o plano? Engano
Sayad, Sarney, Funaro
Furaram
Por que? Hé, hé, hé
Não sei!
Autor: Lourival Batista Patriota (Louro do Pajeú). Intérprete: José Antônio do Nascimento Filho (Zeto do Pajeú). Gravação especial.
Não cochila, leão, sempre em vigília
Pobre, médio, sem nome em desespero
Se alguns derem votos ao usineiro
Não desejam conforto pra família
O avarento nababo é um sicário
Não sente a nudez do operário
A opressão dessa classe Arraes sentiu
Suportando os seus atos e torpezas
Volta Arraes ao Palácio das Princesas
Vai entrar pela porta que saiu
Nesta terra é preciso estar alerta
Quem tem ouro e ganancia produz guerra
Os desmandos que há em nossa terra
Não é o usineiro quem conserta
Não esqueça o que fez o José Lopes
Não tentem ingerir cruéis xaropes
Que o pobre da cana os ingeriu
Houve mortes, torturas e vilezas
Volta Arraes ao Palácio das Princesas
Vai entrar pela porta que saiu
Previnamos o dia de amanhã
Recordemos o golpe tão cruel
Se a terra tem leite, açúcar e mel
Para que ter mendigo em Canaã?
Como mestre leal passou no teste
É o líder sem par, ama o Nordeste
O seu prédio tombou, mas não caiu
Para o pobre ter pão, casas e mesas
Volta Arraes ao Palácio das Princesas
Vai entrar pela porta que saiu
