Autores: Wandy, Osvaldo, Marcelo, Claus e Mário Manga. Intérprete: Premeditando o Breque. Gravadora: EMI-Odeon. LP: Grande coisa.
Sinto-me, porém, porém esmagado Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam Me intrigam ou inflamam-se se permanecesse Se permanecesse não manteria a calma E a tranquilidade hora que mandam E indispensáveis ao exercício da minha autoridade A mim não falta, não falta a coragem A mim não falta a coragem da renúncia
Fi-lo porque qui-lo
Fi-lo porque qui-lo
Fi-lo porque qui-lo
Fi-lo porque qui-lo
Eu nunca quis te dizer
Sempre te achei bacaninha
O tempo todo sonhando
A tua vida na minha
O teu rostinho bonito
Um jeito diferentão
De olhar no olho da gente
E de criar confusão
O teu andar malandrinho
O meu cabelo em pé
O teu cheirinho gostoso
A minha vida de ré
Você me dando uma bola
E eu perdido na escola
Essa fissura no ar
Parece que eu tô correndo
E sem vontade de andar
Quero te apertar
Quero te morder e já
Quero mas não posso, não, porque
Rubens, não dá
A gente é homem
O povo vai estranhar
Rubens, para de rir
Se a tua família descobre
Eles vão querer nos engolir
A sociedade não gosta
O pessoal acha estranho
Nós dois brincando de médico
Nós dois com esse tamanho
E com essa nova doença
O mundo inteiro na crença
Que tudo isso vai parar
E a gente continuando
Deixando o mundo pensar
Tua mãe teria um ataque
Teu pai uma paralisia
Se por acaso soubessem
Que a gente transou um dia
Nossos amigos chorando
A vizinhança falando
O mundo todo em prece
Enquanto a gente passeia
Enquanto a gente esquece
Quero te apertar
Quero te morder, e já
Quero mas não posso, não, porque
Rubens, não dá
A gente é homem
O povo vai estranhar
Rubens, para de rir
Se a tua família descobre
Eles vão querer nos engolir
Rubens, eu acho que dá pé
Esse negócio de homem com homem
Mulher com mulher
Uma musa matriz de tantas músicas
Melindrosa mulher e linda e única
Como o lado da lua que se oculta
Escondia o mistério e a sedução
Comovida com a revolução
De Guevara, Camilo e Sandino
Escutou meu espelho cristalino
Viajou nosso sonho libertário
Bela Inês, com seu peito de operário
A burguesa que amava o capitão
Acontece que a história não tem pressa
E o amor se conquista passo a passo
O ciúme é a véspera do fracasso
E o fracasso provoca o desamor
Bela Inês teve medo do Condor
Queimou cartas, lembranças do passado
E nessa guerra de Deus e do Diabo
Entre fogo cruzado desertou
Bela Inês, com seu peito de operário
Não me esconde seu ar conservador
Mas eu tenho um espelho cristalino
Que uma baiana me mandou de Maceió
Ele tem uma luz que me alumia
Ao meio dia, clareia a luz do sol
Apesar dos pesares não esquece
Nosso sonho real e atrevido
Bela Inês tem o peito dividido
Entre o porto seguro e o além-mar
