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Acervo/blog

24 de outubro

Foi um dia de alegria

Louvado seja o bom Deus

Ai, deu certo o que nós queria

Se os revortoso perdesse

O negócio ficava feio

Nós tinha que entrar na guasca

Nós tinha que entrar no reio

Se os revortoso perdesse

O negócio ficava feio

O tá Giuseppe Maria

Como chefe do conselho

Montava fabricação

Mas só de gravata vermeio

E nós ia pra guaiaba

Nem pra sarvar tinha meio

O Laudelino marvado

Como quem para rodeio

Loteava os pobres no dente

Tocando sem dó o reio

Mas doutor, graças a Deus,

Ai, agora já tão no freio.

Mas, Isidorio Salvador,

Ai, Miguel Costa adorado,

Mas Juarez é que nos sarvô

Agora temos livrado

Do exército perdedor

Ai, e do Prestes tão marvado

24 de outubro ...”



No canto desta viola

Com toda satisfação

Confirma o merecimento De quem merece ovação

Viva!

Primeiro, com toda força,

Eu quero erguê bem pra riba

Um viva, viva, reviva

À gloriosa Paraíba

Viva!

Um viva bem forte

Reboe no céu azul

E viva, viva, reviva

O Rio Grande do Sul

Viva!

E depois um viva bem grande

Do alto dessa colina

E viva, viva, reviva

O grande estado de Minas

Viva!

Viva os que pegaram em armas

Por essa nação inteira

Viva todos os estados

Viva a nação brasileira

Viva!

Mais um viva eu que quero dá

Porque eu não sou nenhum ingrato

E viva, viva, reviva

Os heróis de 24

Viva!

Mais um viva eu quero dar

Com orgulho de brasileiro

E viva, viva, reviva

A memória dos que morreram

Viva!



O Brasil, Sul a Norte, se ufana

Desse sangue de efeito exemplar

Os 18 de Copacabana

Derramaram viris a lutar.

Este lance de nobre heroísmo

De pujança eloqüente e viril

Bem atesto o robusto civismo

Desses nossos irmãos do Brasil

Epopéia cintilante

Mas a dor se apodera de nós

Chora a Pátria a saudade incessante

Desse belo punhado de heróis

A Nação enlutada pranteia

Esses bravos com trágica dor

Patriotas de sangue na veia

Brasileiros de excelso valor

Liberdade, na boca esse grito

A oprimida Nação lhes ouviu

Seja sempre por todos bendito

O ideal que na morte os uniu

Epopéia cintilante

Mas a dor se apodera de nós

Chora a Pátria de saudade incessante

Desse belo punhado de heróis.


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