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Acervo/blog

Ó tu, soldado que, no Norte do Brasil,

Estás alerta empunhando teu fuzil

Mostrando a terra brasileira

Dentre todas a primeira

Que a ela e a só ela

Hás de servir

Ó tu, soldado,

Que nos extremos do Brasil

Estás alerta empunhando o teu fuzil

Honrando a tua grande história

Teu passado, tua glória,

Teu presente, teu porvir,

Sois as sentinelas desta terra,

Que se ama a paz, não teme a guerra

E tem um passado de glória

A garantir a vitória

Ó tu, soldado da defesa do Brasil

Que estás no céu, no mar,

Na terra, aonde for

Aceita um beijo estremecido

Do Brasil engrandecido

Que enaltece o teu valor.




A crise da gasolina

Já tem dado o que falar

Vou dizer algumas coisas

Que eu já pude observar

Quem andava de automóvel

Acha cara a gasolina

Pra mor do racionamento

Hoje vai é na botina

Com a farta da gasolina

Muita gente virou atreta

Hoje tão fazendo força

Andando de bicicreta

Quem tinha barriga gorda

Hoje tem barriga fina

Os coitado têm sofrido

Com a crise da gasolina

Nosso povo é bem ordeiro

Vai se colocar na fila

Leve o tempo que levar

Güenta firme e não estrila

Eu também entrei na fila

Esperei um dia inteiro

Pois preciso gasolina

Para ponhar no meu isqueiro

Os chofer que são casados

E namora nas esquinas

Chega em casa atrasado

Diz que fartou gasolina

Pra esses moços granfinos

Perseguidô de muié

Chegou a veiz de dizê

Eu quero ver é a pé

Eu tô queimando as pestanas

Estudando um novo invento

O automóvel jangada

Inspirado no catavento

Eu peguei álcool motor

E ponhei no calhambeque

Ele saiu cambaleando

Ficou num baita pileque

Eu não ligo pra essa crise

Deixe os outros que se amole

Hoje em vez de artomóvel

Eu vou é andar de trole

Bem dizem que o brasileiro

É povo que tem engenho

Em lugar da gasolina

Inventaram o gasogênio.




Enquanto a guerra de petróleo precisar,

Nem mesmo isqueiro a gente deve usar,

O seu Gastão, isso é uma coisa que causa dó,

Perdeu o gás do nome e ficou tão só. (bis)

Um certo moço, quase sempre que me vê,

Se esconde,

Como se fosse coisa feia a gente andar,

De bonde,

Ó seu pateta,

Ao invés de se esconder,

Vai já se alistar,

Pois é o seu dever. (bis)




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