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Acervo/blog

É de novo carnaval

Para o samba este é o maior prêmio

E o Beija-Flor vem exaltar

Com galhardia o grande decênio

Do nosso Brasil que segue avante

Pelo céu, mar e terra

Nas asas do progresso constante

Onde tanta riqueza se encerra

Lembrando o PIS e PASEP

E também o Funrural

Que ampara o homem do campo

Com segurança total

O comércio e a indústria

Fortalecem nosso capital

Que no setor da economia

Alcançou projeção mundial

(E lembraremos)

Lembraremos tambémo Mobral, sua função

Que para tantos brasileiros

Abriu as portas da educação

(É de novo...)




Excelentíssimo senhor presidente,

Aqui estou na vossa frente

Com muita admiração

É um brasileiro que vos fala nessa hora

Por favor me ouça agora

Oh, nobre chefe da nação

É com respeito que venho à vossa presença

Falar com Vossa Excelência

Para olhar pra gente nossa Venho pedir para o senhor bom presidente Olhai pela minha gente Que trabalha lá na roça


Vossa Excelência precisa ir no interior

Pegar na mão do lavrador

E ver seu rosto queimado

Aqueles calos que ele tem, eu lhe asseguro

É de um trabalho duro

Muito honesto e muito honrado

Esse meu povo é igualzinho à formiga

Trabalha muito e não liga

Sempre foi batalhador

Por isso digo e repito novamente

Ajude, senhor presidente,

O meu querido lavrador

Pertenço a eles, eu falo de coração

Se for preciso, beijo a mão

Desse povo tão ordeiro

Bato no peito, grito alto, falo sempre

Sou filho de boa gente

Eu sou filho de um roceiro

Vim da roça está fazendo muito tempo

Me lembro a todo momento

Do meu povo do interior

Porque meu sangue é de um povo hospitaleiro

Sangue de brasileiro

É sangue de lavrador




Eu sou apenas um rapaz Latino-americano Sem dinheiro no banco Sem parentes importantes E vindo do interior

Mas trago, de cabeça Uma canção do rádio Em que um antigo Compositor baiano Me dizia Tudo é divino Tudo é maravilhoso

Tenho ouvido muitos discos Conversado com pessoas Caminhado meu caminho Papo, som, dentro da noite E não tenho um amigo sequer Que ainda acredite nisso Não, tudo muda! E com toda razão

Eu sou apenas um rapaz Latino-americano Sem dinheiro no banco Sem parentes importantes E vindo do interior

Mas sei Que tudo é proibido Aliás, eu queria dizer Que tudo é permitido Até beijar você No escuro do cinema Quando ninguém nos vê

Não me peça que eu lhe faça Uma canção como se deve Correta, branca, suave Muito limpa, muito leve Sons, palavras, são navalhas E eu não posso cantar como convém Sem querer ferir ninguém

Mas não se preocupe, meu amigo Com os horrores que eu lhe digo Isso é somente uma canção A vida realmente é diferente Quer dizer Ao vivo é muito pior

E eu sou apenas um rapaz Latino-americano Sem dinheiro no banco Por favor Não saque a arma no saloon Eu sou apenas o cantor

Mas se depois de cantar Você ainda quiser me atirar Mate-me logo À tarde, às três Que à noite Tenho um compromisso E não posso faltar Por causa de vocês

Eu sou apenas um rapaz Latino-americano Sem dinheiro no banco Sem parentes importantes E vindo do interior Mas sei que nada é divino Nada, nada é maravilhoso Nada, nada é sagrado Nada, nada é misterioso, não...

Na na na na na na na na...




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