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Acervo/blog

Che! Che!

Perdoa minha canção

Se canta só minha boca

Se tem forma de oração

Se a minha voz fica rouca

Qual arma sem munição

Se ela é franca, mas é pouca

Enquanto fica canção

Sobe monte, desce rio

Sobe monte, desce rio

Sobe monte, desce rio

Vida e barbas por fazer

Sobe monte, desce rio

Sobe monte, desce rio

E um dia, de repente

Foi morto num amanhecer

Na frente de todo mundo

Pra todo mundo aprender

Quem afrouxa na saída

Ou se entrega na chegada

Não perde nenhuma guerra

Mas também não ganha nada

Sobe monte, desce rio

Sobe monte, desce rio

Sobe monte desce rio

Vida e barbas por fazer

Sobe monte, desce rio

Sobe monte, desce rio

E um dia, de repente

Fez da morte mais viver

Quem temia teu caminho

Não podia te prender

E mesmo por traição

Pensando que te matava

No meu corpo americano

Fincou mais teu coração

No meu corpo americano

Fincou mais teu coração

Perdoa minha canção...





Prepare tudo que é seu Veja se nada você esqueceu Pois amanhã vamos pra rua fazer Fazer uma tremenda anarquia Pintar as ruas de alegria Porque Quem manda hoje somos nós, mais ninguém E não ligamos pra quem vai nem quem vem atrapalhar Há quem nos queira atrapalhar

Nossa cidade será uma flor As avenidas com carros de amor Pois amanhã vamos pra rua fazer Fazer uma tremenda anarquia Pintar as ruas de alegria Porque Quem manda hoje somos nós, mais ninguém E não ligamos pra quem vai nem quem vem atrapalhar Há quem nos queira atrapalhar

E assim nós iremos adiante Iremos custe o que custar Pois as ordens vêm de um alto-falante que só nós Não conseguimos escutar

Prepare tudo o que é seu Veja se nada você esqueceu Pois amanhã vamos pra rua fazer Fazer uma tremenda anarquia Pintar as ruas de alegria Porque Quem manda hoje somos nós, mais ninguém E não ligamos pra quem vai nem quem vem atrapalhar Há quem nos queira atrapalhar

Fazer uma tremenda anarquia! Fazer uma tremenda anarquia! Fazer uma tremenda anarquia!



Miserere-re nobis Ora, ora pro nobis É no sempre será, ô, iaiá É no sempre, sempre serão

Já não somos como na chegada Calados e magros, esperando o jantar Na borda do prato se limita a janta As espinhas do peixe de volta pro mar

Miserere-re nobis ...

Tomara que um dia de um dia seja Para todos e sempre a mesma cerveja Tomara que um dia de um dia não Para todos e sempre metade do pão

Tomara que um dia de um dia seja Que seja de linho a toalha da mesa Tomara que um dia de um dia não Na mesa da gente tem banana e feijão

Miserere-re nobis ...

Já não somos como na chegada O sol já é claro nas águas quietas do mangue Derramemos vinho no linho da mesa Molhada de vinho e manchada de sangue

Miserere-re nobis ...

Bê, rê, a - Bra Zê, i, lê - zil Fê, u - fu Zê, i, lê - zil Cê, a - ca Nê, agá, a, o, til - ão

Ora pro nobis




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