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Acervo/blog

Vem, teçamos a nossa liberdade Braços fortes que rasgam o chão Sob a sombra de nossa valentia Desfraldemos a nossa rebeldia E plantemos nesta terra como irmãos

Vem, lutemos, punho erguido Nossa força nos leva a edificar Nossa pátria livre e forte Construída pelo poder popular

Braço erguido, ditemos nossa história Sufocando com força os opressores Hasteemos a bandeira colorida Despertemos esta pátria adormecida O amanhã pertence a nós, trabalhadores

Vem, lutemos, punho erguido ...

Nossa força resgatada pela chama Da esperança no triunfo que virá Forjaremos desta luta com certeza Pátria livre operária, camponesa Nossa estrela enfim triunfará

Vem, lutemos, punho erguido ...

Quem viu os colonos sem terra

Semeando no asfalto da serra

Colheitas de soledade

Sem terra, sem terra, sem terra

Amassando o pão da esperança

No arame da imensidão

Arado, perigo, parado

Sem trigo, sem trigo e sem chão

Sem terra, sem terra, sem terra

Louvado será Jesus Cristo

E paz entre os homens na terra

Louvado colono corisco

Que há de abrir toda cancela

Na invernada do infinito

Da plantação aquarela

Do colono aqui faminto

Do sal, do sal, do sal da terra

Sem terra, sem terra, sem terra

No meio de tanta terra

Que nunca se sabe o dono

De tanta terra sem colono

Sem terra, sem terra, sem terra ...

Mãe, cozinheira, colona

Curtida no barro da espera

Quem viu tua cidade de lona

Sem erva, sem erva, sem erva

E a gurizada guaipeca

Semente da terra natal

Que nunca pivete em favela

Pivete em favela na capital

Sem terra, sem terra, sem terra

Meu coração violeiro

Do chimarrão já não sabe

Cantigas do velho Guaíba

Não sabe, não sabe, não sabe

Se é chamamé, o que é, o que é

Se é um bugio, que-os-pariu, o que é

Milonga, milonga, milonga não é

Sem-terra, sem-terra é o que é

Sem terra, sem terra, sem terra ...




Alô, alô, dona de Casa

Fiscais do Presidente, se liga

Tabela de preços na mão

E vamos lutar contra a inflação

Se liga, tubarão

E não é mole não

Vivendo dessa maneira

Eles inventaram essa tal de inflação

Mas o Presidente deu aquela rasteira

Não é mole não (tubarão)…

O meu salário é o mínimo

Porém é o máximo que eu consigo vender

Desconto pro INPS

E o maldito Leão ainda quer me morder

ORTN, INPC, eu escuto dizer

Eu não sei o que é

Eu só sei que recebi meu pagamento

Não deu pra comprar meu alimento

Remarcaram os preços e eu fiquei a pé

Não é mole não (tubarão)…

O que não consigo entender

O meu nome é sujo no SPC (caloteiro!)

Meu crédito é cortado na praça

Não me vendem fiado, nem o que comer

O banco não me empresta dinheiro

Porque não tenho bens para me garantir

Veja bem, não pedi nada emprestado

Dizem que devo dólar adoidado

Ao famigerado FMI

Não é mole não…

E agora é que eu quero ver

Os ladrões de gravata o que vão fazer

O bicho vai pegar adoidado

Em cima daquele que não obedecer

O trabalhador que já pode

Com a sua família fazer sua ceia

Se os federais chegarem num supermercado

Encontram os preços remarcados

Dão bolacha no gato e mete na cadeia

Não é mole não (tubarão)…




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