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Acervo/blog

Como pode um país continente

De extensas terras, incontáveis riquezas

Dominado por uma elite tão inconsequente

Saqueando o povo, semeando a incerteza?

Empresários, políticos, corruptos, oportunistas

Constroem seus impérios manipulando a massa

Prepotentes senhores escravagistas

Tão hábeis em suas trapaças

A lei do mais forte é sua segurança

Tornando pessoas mais e mais oprimidas

Famílias inteiras sofridas, sem esperanças

Carentes e subnutridas crianças

Brasil Babilônia

Terra da pouca vergonha

De que vale tamanha riqueza

Terras boas, tão bela natureza

Se o povo não pode almejar

Ao menor bem estar

De ter o pão sobre a mesa

Babilônia Brasileira

Paraíso dos safados

Regime do demônio

Sugando a nação inteira

Capitalismo selvagem, sistema babilônio

Jamais irá suplantar

O sistema e os desígnios de Jah




Sabemos que o capitalista Diz não ser preciso Ter reforma agrária Seu projeto traz miséria Milhões de sem terra Jogados na estrada Com medo de ir pra cidade Enfrentar favela Fome e desemprego A saída nessa situação É segurar as mãos De outros companheiros

E assim já ninguém Chora mais Ninguém tira o pão

De ninguém O chão onde pisava o boi

É feijão e arroz Capim já não convém

Compadre junte ao movimento Convide a comadre e a criançada Porque a terra só pertence

A quem traz nas mãos

Os calos da enxada Se somos contra o latifúndio

Da Mãe Natureza somos aliados E viva a vitória no chão Sem a concentração Dos latifundiários

E assim ninguém chora mais ...

Seguimos ocupando terra Derrubando cercas Conquistando o chão Que chore o latifundiário Pra sorrir os filhos De quem colhe o pão E a luta por reforma agrária A gente até para, se tiver, enfim Coragem a burguesia agrária De ensinar seus filhos a comer capim

E assim já ninguém chora mais ...




Pegue os cereais e a lona, junte a criançada Pois sem terra organizados é terra ocupada De mãos dadas vamos juntos, não somos covardes Somos contra o latifúndio, só produz maldade

Existem dois projetos em jogo, isso já tá claro Contradição entre sem terra e latifundiário Pois um projeto é liberdade, vida e produção O outro injustiça, morte e especulação

Companheirada, pra burguesia não tire o chapéu Mesma que ela nos prometa o céu É falsidade, quer nos enganar Grita sem terra, unindo as forças, ocupando o chão Mesmo debaixo desta repressão A nossa luta não pode parar

A terra é mãe do lavrador, é quem lavra este chão Pois ela sendo repartida aumenta esse pão O pão que encherá a mesa do trabalhador Por isso é bem justa essa luta contra o opressor

Fazer da luta imediata escola pro futuro E derrubar o jogo duplo de cima do muro Unidos campo e cidade vamos construindo E um dia contra a burguesia vai ser jogo duro

Reforma Agrária! Já que as direitas nunca fazem nada Trabalhadores das mãos calejadas Organizados vão fazer na marra Socialismo! Essa ideia não pode cair Mesmo que alguém tente nos iludir A liberdade será conquistada



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